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Não leve tanto para o pessoal...

Verdade seja dita, está cada vez mais difícil...

Verdade seja dita, está cada vez mais difícil dissociar nossa imagem profissional da nossa figura pessoal. Isso porque da mesma forma que os nossos celulares corporativos nos acompanham em casa, as câmeras dos berçários nos fazem companhia ligadas em nossos computadores do trabalho.

Isto posto, pensemos na seguinte cena: numa reunião ou numa interação com algum colega de trabalho que toma um rumo mais acalorado, onde as tentativas de defender pontos divergentes se destacam. Ninguém vai levar isso para o "pessoal", certo? Depende! Já testemunhei muita gente ganhando inimigos em cenas como essas.

Nos casos em que a discussão fica adequadamente limitada ao âmbito profissional, o que notamos são interações respeitosas onde o ponto de vista divergente é defendido com educação, respeito e fundamentos necessários para defendê-lo. Porém, algumas discussões acontecem com a participação de imaturos profissionais que, sim, se comportam como se estivessem na sala de sua casa. Neste caso, as inimizades surgem, as questões profissionais não são resolvidas e o foco do trabalho pode passar a ser "ganhar brigas".

E é aí que está o meu tópico de hoje: precisamos desenvolver formas adequadas e respeitosas para fazermos valer o nosso ponto no trabalho. Birras são para crianças e ressentimentos para pessoas emocionalmente frágeis que precisam resolver suas questões, ou colocá-las numa "malinha" escondida durante o horário útil de trabalho.

As discussões são sempre saudáveis e podem agregar muito no ambiente profissional! Devem acontecer para permitir que haja trocas em nossas carreiras. Entretanto, não levar para o pessoal significa pensar muito mais na forma em que as coisas serão colocadas, para que o conteúdo não seja prejudicado ou desconsiderado. Do contrário, ao invés da positiva troca saudável, o que se terá é uma inimizade eterna!

Maturidade e respeito levam qualquer profissional longe, e ainda evitam que suas mensagens sejam consideradas sob o ponto de vista "pessoal".