Loading...

A Dificíl arte de ser um executivo (verdadeiramente) feliz

Definitivamente, não é uma das tarefas mais...

Definitivamente, não é uma das tarefas mais fáceis ser um executivo em meio à crise econômica e política que assola ao País. Neste cenário, Augusto Puliti, aceitando ao convite de Juliana Ventura, responsável pela coluna Carreira do Conte com as 3, oferece formas de driblar as dificuldades do mercado, com dicas para o autoconhecimento profissional e pessoal, além de ressaltar a necessidade que temos de encontrar maneiras de tornar o dia a dia mais agradável, por meio de hobbies e momentos de diversão. Relaxe e aproveite.

Da Perspectiva de um Headhunter: a difícil arte de ser um executivo – verdadeiramente – feliz

Parafraseando um sujeito bastante famoso, nunca antes na história deste país foi tão difícil ocupar uma posição executiva no mercado. Conversando com executivos, tanto no papel de headhunter quanto no papel de coach, percebo que os executivos vivem hoje um nível de pressão sem precedentes, e nos mais diversos aspectos que um indivíduo pode imaginar. Apenas para citar alguns:

No trabalho, uma pressão por resultados satisfatórios em um ambiente econômico caótico. Sem contar o fantasma do desemprego que ronda o mercado e que a cada momento aparece para assombrar e atrapalhar o desempenho.

Em casa, pressão para cumprir adequadamente seu papel de pai ou mãe, além do tão importante papel de marido ou esposa. Há também a pressão por manter-se saudável, com uma alimentação adequada e realizando exercícios físicos, como mostram as revistas especializadas e os formadores de opinião de plantão.

Com os amigos, a pressão por conseguir manter o contato, como, por exemplo, comparecendo aos happy hours da turma, mesmo que a pessoa queira estar em qualquer outro lugar menos naquele.

No campo da informação, estudo e desenvolvimento intelectual, a necessidade de sempre estudar e se informar – com a clara sensação se obsolescência iminente, aquele frio na barriga que dá quando se chega ao final de algum conteúdo e de que o que acabou de ser estudado já não é mais válido pois apareceu alguma novidade sobre o tema.

Pois é, viver hoje dia não é coisa para amadores. Por outro lado, pode ser mais simples se você conseguir seguir algumas dicas:

 

Busque autoconhecimento. Se existe um ponto que deve ser trabalhado para ser mais feliz, esse é o autoconhecimento! Uma pessoa que se conhece sabe o que a motiva, e o que a frustra, e consegue buscar a primeira e fugir da segunda.

Tenha um hobbie (também conhecido como válvula de escape). Todas as pessoas precisam de algum tipo de válvula de escape. Pode ser um livro de colorir, correr, fazer ioga, jogar damas, fazer crochê, fazer cerveja artesanal, o que quer que seja. Mas, encontre algo que lhe ajude a “desopilar”, que lhe dê prazer, e dê um jeito de encaixar isso na sua rotina.

Valorize e agradeça pelo que você tem. Em nossa sociedade somos sempre estimulados a buscar mais, correr atrás do que não temos, e muito comumente não paramos para agradecer ou valorizar o que temos. E lhe garanto que, se parar para pensar, você concluirá que tem muito, e talvez o que mais importa – saúde, a sua e a da família –, um teto, oportunidades e um bom trabalho.

Peça ajuda caso não saiba como agir ou para que lado correr em uma determinada situação. Busque os conselhos de alguém mais experiente, um terapeuta, um coach (e os ouça!). Às vezes precisamos de alguém para nos ajudar a enxergar caminhos e possibilidades que nem sabíamos que existiam.

Não se compare. Você sempre vai achar que a vida do seu amigo (aquela que aparece no Facebook, pelo menos) é ótima. O ponto é que você não sabe o lado B da vida dele, as dificuldades e dores pelas quais essa pessoa pode passar.

 

Por fim, e mais importante que tudo isso, tome a rédea de sua vida! Cabe a você tomar as ações e atitudes para garantir sua felicidade. Delegar isso a um terceiro é se privar e fugir da responsabilidade mais básica e importante.

As pessoas mais felizes e interessantes que conheço praticam sistematicamente esses pontos. Não significa de modo algum que a vida delas seja simples nem um conto de fadas, mas elas têm uma visão e perspectiva de mundo que as permite ser mais completas e plenas nos diversos aspectos de suas vidas, tanto no âmbito pessoal como no profissional. E, por consequência, são excelentes profissionais e que, consistentemente, entregam melhores resultados.

 



 

 

Augusto Puliti 

HeadHunter, coach, executivo, pai, marido, atleta, filho, amigo e colaborador para o Conte com as 3 , da coluna Carreira, de Juliana Ventura.