Você se sente no comando de sua vida?

Vamos analisar essa questão por partes. O controle da própria vida é uma conquista de quem investe sua energia na direção de...

Vamos analisar essa questão por partes. O controle da própria vida é uma conquista de quem investe sua energia na direção de objetivos desejáveis e alcançáveis. Para tanto, é importante saber ajustar as metas ou até revê-las, sempre que necessário.

Uma falha estratégica comum nesse processo é quando os sinais contrários às expectativas são persistentes e a pessoa insiste no mesmo modo de conduzir as coisas, o que pode revelar tendência a querer acreditar sempre no que não vai dar certo.  Segundo José M. Vicedo, estudioso das áreas de motivação e liderança, “nada morre mais rapidamente que uma ideia em uma mente fechada”.

Outro aspecto a considerar são as preocupações e a atenção desnecessárias que distraem a pessoa dos seus propósitos de vida. Sem remover do caminho o lixo emocional que impede o posicionamento adequado nos papéis que cada um exerce não há a possibilidade de se movimentar com liberdade e nem de ter percepção plausível para separar a fantasia da realidade.

Pessoas mais influenciáveis são bons exemplos neste caso. Em geral, enxergam, e respondem, através de uma lente embaçada, ou seja, pela opinião alheia. Por isso, tendem a se tornar presas fáceis de manipulação e de controle externo. Nesta linha, conforme explica o psicólogo argentino Bernardo Stamateas, “uma crença equivocada traz uma emoção envenenada”.

Vale salientar que recebemos influências ao longo da existência, mas refletir sobre aquelas que favorecem o nosso bem-estar, e o bem-estar coletivo, daquelas que funcionam como um convite para acionar o nosso pior núcleo interior faz toda diferença.

Circunstâncias nebulosas despertam a visão de inimigos que não existem, afastando qualquer um de situações mais estimulantes e saudáveis. Além disso, a ausência de critérios bem estabelecidos para agir leva a uma condição que favorece a falta de ética e de dignidade humana. De acordo com Demóstenes, político e preeminente orador grego, “as palavras que não andam seguidas dos fatos não servem para nada”.

Tanto aquele que se limita a um molde de funcionamento mental rígido quanto o influenciável não consegue perceber os enfrentamentos necessários que a vida impõe como oportunidades de crescimento, pois o hábito de repousar a atenção nos acontecimentos irrelevantes ou superficiais impera. E isso determinará o proceder de uma existência, em geral empobrecida pela dificuldade de promover relacionamentos gratificantes e sustentáveis.

Tornar-se flexível, então, é indispensável para que cada um enxergue melhor o próprio potencial e as saídas mais criativas para superar com êxito as suas dificuldades. Afinal, como Gregory Cajina, empreendedor e escritor espanhol, afirma “a vida é 10% o que me ocorre e 90% a maneira como atuo diante dela”.