Descompasso sexual? Sim, é possível ajustar!

Apesar de as pessoas encontrarem tanta afinidade de gostos e mostrarem disposição semelhante para o sexo

Apesar de as pessoas encontrarem tanta afinidade de gostos e mostrarem disposição semelhante para o sexo no início de um envolvimento amoroso as diferenças de ritmo sexual podem aparecer após um tempo de convivência. Os relacionamentos estáveis passam por enfrentamentos mais desafiadores ou por pressões que podem deixar os parceiros, ou um deles, em estado de exaustão. 

 

No entanto, as diferenças de ritmo sexual também podem ocorrer porque cada um tem o seu jeito próprio de funcionar, o que na fase da paixão nem sempre isso se revela ou não se manifesta como um problema para a relação. É claro que o desejo sexual deve ser cultivado, continuamente, para prosperar na vida a dois, mas como bem colocado por um dos maiores poetas brasileiros do século XX, Carlos Drummond de Andrade, “Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.” 

 

O comportamento humano, então, não é uniforme e a pior saída é querer encontrar uma lógica do certo e errado para lidar com as diferenças, quando a questão principal reside em as pessoas não desejarem as coisas do mesmo jeito nas coisas compartilhadas. Quando há compreensão das diferenças individuais é possível viver com qualidade as oportunidades de contato de intimidade, confiar no sentimento amoroso que é alimentado por ambas as partes, o que permite ao relacionamento fluir com prazer.

 

Assim, se a relação vale a pena, é necessário achar uma forma que contemple a satisfação sexual de ambos nos pontos em que os lados divergem. Cabe salientar que a sexualidade não se restringe à relação sexual, pois vai muito além, envolve o potencial para buscar o prazer em todos os aspectos da vida compartilhada. Caso isso não se aplique, talvez seja o caso de cada um encontrar alguém mais compatível com a expectativa particular de realização. Afinal, como afirmou o romancista francês, Jacques de Bourbon-Busset, “Amor é quando as diferenças não são mais capazes de separar.”

 

Margareth dos Reis