Ciclos em Constante Renovação

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. (Leon C. Megginson)

A vida consiste em uma série de fenômenos cíclicos em constante renovação. Por isso, há um tempo para se investir em cada etapa do desenvolvimento e um saldo para avaliar se, em cada estágio, há ou não um peso existencial relevante que justifique a permanência nele.

Em qualquer área pela qual se exerce um papel, o movimento tem que ser autoapreciado com perspectiva de expansão individual e coletiva. Qualquer empecilho nesse sentido determina um sinal de alerta. Mas, a insistência em manter uma ligação emocional desgastante, seja no papel profissional, amoroso ou social, pode indicar dificuldade para finalizar um ciclo e seguir em frente com sabedoria.

Persistir até no que não vai dar certo é uma forma de paralisia diante da vida. É uma escolha de olhar para um ponto minúsculo no horizonte, e de acomodação - se bem que inconscientemente - no sofrimento. Não é incomum observar a repetição do sentimento de vulnerabilidade e a justificativa da própria angústia pela falta daquilo que tanto deseja receber.

O que falta, de fato, é a percepção para reconhecer que é necessário aprender a encerrar ciclos. Sem estabelecer esse foco não se avança no território do amadurecimento e nem do fortalecimento pessoal. É preciso desativar o modo “congelado” e recusar o convite para sofrer pelo que é repetitivo e conhecido.

Existe um universo além do que se conhece em cada fase da vida e a recompensa pela ousadia de vencer o medo de seguir adiante é a descoberta do sentido da renovação, sempre! 

 

Margareth dos Reis